O cenário só está mais organizado. A área onde moram os índios agora tem o nome de Reserva Indígena Pataxó (aliás, lá são vendidos lindos colares de sementes vermelhas de pau-brasil). O morro agora é demarcado e elevado ao status de Parque Nacional do Monte Pascoal (mas não tem estrutura para visitação). E toda a Praia de Barra Velha continua deserta, sem acesso direto por estrada.
Seis quilômetros ao norte da aldeia indígena fica Caraíva - que ganhou luz elétrica no ano passado, o que animou ainda mais os universitários que freqüentam seus forrós. Outros 6 quilômetros ao sul e você chega à Ponta do Corumbau - que tem pousadas exóticas a 1 000 reais por dia, como a Tauana (veja na pág. 83). Mas quem costuma pisar em Barra Velha são os raros andarilhos que seguem entre Caraíva e Corumbau, os índios que ocupam o "quintal" e os bugues que fazem o passeio entre as praias. Para sobreviver um dia todo sob o sol da Bahia, leve a tralha básica: sombra, água fresca e lanchinho. De resto, é estender a canga, armar o guarda-sol, se você tiver pique de carregá-lo na trilha, e sentir-se como Cabral, descobrindo - achando - o Brasil. Só terra à vista, maravilha.
O CLIMA Todo dia era dia de índio. Continua sendo
O REFRESCO Aquele que você levar na sua mochila
ESCALA SELVAGEM 85%. As poucas pessoas estão caminhando, de passagem
AVALIAÇÃO Muita areia para seu caminhãozinho
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