Pegamos a AL-101 de manhã cedo e meia hora depois estávamos em Barra de Santo Antônio. Uma balsa meio capenga chega à Ilha da Croa. Meninos se oferecem por lá como guia. Para Carro Quebrado são 6 quilômetros de off-road pela estrada de terra que corta canaviais e margeia riachos com lavadeiras. Quase atolamos três vezes.
De cara, Carro Quebrado me lembrou as praias dos Golfinhos e do Amor, em Pipa, antes da fama. Um paredão comprido corre metros (ou serão quilômetros?) adiante, até desaparecer da vista. O único sinal de civilização é um bar que, na baixa temporada, fecha para balanço. Divido a falésia com alguns pescadores. Um artesão aparece depois, equilibrando grãos de areia colorida em garrafas.
Na entrada se amontoam alguns cajueiros. Depois disso? Você estica a canga, capricha no protetor (não há sombra) e olha para o lado para se certificar de que não existe mesmo nenhum turista. Um jipe apareceu. Mas foi só mudar a canga de lugar, alguns passos adiante, para Carro Quebrado voltar a ser só minha.
O CLIMA Sossegado na maior parte do tempo e do espaço
O REFRESCO A sombra da única casa de pau-a-pique perdida na praia
ESCALA SELVAGEM 90%. Você pode dar azar - e encontrar um único jipe
AVALIAÇÃO Faça qualquer coisa para chegar lá
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