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Gravatá

Gravatá, Laguna, SC

O vento que costuma soprar inclemente na cidade histórica do Sul catarinense impede que muitos dias de sol sejam curtidos à beira-mar. Não se você for ao Gravatá. Lá, o "nordestão" é o aliado que levanta ondas para os surfistas na água e, brecado pelo costão, não incomoda quem começou a se divertir bem antes de colocar os pés na areia. De carro chega-se até o início do acesso à praia, mas bom mesmo é fazer o programa completo - pegar o bote que parte dos Molhes da Barra, desembarcar no outro lado do canal e seguir em frente andando cerca de um quilômetro. Perto do final da rua, surge uma trilha à esquerda.

Vencida a subidinha no início, o trajeto torna-se uma picada aberta em meio aos butiás (árvore símbolo da cidade) e bromélias que enfeitam a área de preservação permanente, só interrompida por um... cemitério! Apesar do inusitado, não dá nem tempo de pensar bobagem: das sepulturas já se avista o mar. Então, é apressar o passo, beber (e se abastecer de) água na única fonte do percurso e perceber a vegetação de restinga rareando à medida que se aproxima a enseada totalmente deserta. O caminho desemboca no meio da praia, tendo à esquerda o morro que o separa da do Tamborete (ou Prainha, ligada por uma bela travessia entre pedras e grama) e, à direita, da do Maneloni (ou Siri, com seu costão de 40 metros de altura). Contando-se toda a função, não dá nem uma hora. Ou seja, ninguém precisa madrugar para ir ao Gravatá. O ideal é mesmo ir à tarde e, na volta, parar no Bar do Boião e saborear um camarão com cerveja ao pôr-do-sol enquanto se informa até quando tem bote para o outro lado.

PARA IR
Quando o mar

PARA FICAR
Uma tarde

NÃO VÁ SE
Não consegue ficar sem fazer nada em uma praia


O CLIMA Enquanto Anita deixou sua casa aqui pertinho para fazer a guerra com Giuseppe Garibaldi, a gente vem de longe para cá em busca de paz
O REFRESCO Água da única fonte da trilha
A AREIA Branca e fina
A SOMBRA Só das pedras
ESCALA SELVAGEM 70% selvagem
 


Por: Emerson Gasperin | Foto:

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