A pavimentação em parte dos dois quilômetros da estrada de chão que liga o centro de Garopaba à Silveira facilitou o acesso, mas não alterou nem um pouco sua principal característica. Pergunte a qualquer surfista que já se atirou do costão para descer as rápidas e extensas direitas erguidas pelo vento sul. Ele vai dizer que ali quebra uma das melhores ondas do Brasil, sobretudo no canto direito, onde o fundo é de pedra (point break, no jargão do esporte). Não é exagero. Nada na praia enquadra-se como atração turística no sentido de comodidade e infra-estrutura. Como se o mar agitado, a água gelada e a praia de tombo não bastassem para afugentar visitantes mais "domesticados", não existem salva-vidas, nem bares ou demais serviços à beira-mar. A única benfeitoria é a rua de terra que vem de cima do morro até correr paralela à margem. Aí é que está o apelo do lugar, espertamente explorado por pousadas cada vez mais aconchegantes e requintadas que brotam nos morros ao redor: Mata Atlântica em volta, água limpa, freqüentadores conscientes de que quanto mais preservado, melhor. Além de pranchas, Silveira é disputada também por caniços atrás de robalos, badejos, garoupas. Na lua cheia, dizem os nativos, a areia brilha. É o motivo que faltava para conferir o calendário e passar pelo menos uma noite por lá.
PARA FICARUm dia
NÃO VÁ SE
Não fica à vontade em praia com ondas fortes
O CLIMA
Seja lá quem for esse Silveira, o cara tinha bom gosto
O REFRESCO Levar água é indispensável, mas a piña colada do bar do hotel Morro da Silveira Eco Village, a 800 metros da praia, torna tudo mais doce e refrescante
ESCALA SELVAGEM 65% selvagem
A AREIA Branca, grossa e fofa
A SOMBRA Algumas árvores no costão direito
Por: Edição: Cris Capuano |
Foto: Cris Berger
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