Quero levar meu neto para ver um jogo de seu ídolo, Cristiano Ronaldo, na Inglaterra. Como faço? (Marcos Pedrosa, Ouro Preto, MG)
Assistir a uma partida do Manchester United - o time do português Cristiano Ronaldo, considerado o Ronaldinho do momento - é uma imersão na cultura da Inglaterra. Os ingleses conseguem ser mais apaixonados por futebol que nós, brasileiros! Mas atenção: o craque de seu neto, Marcos, pode estar de mudança para o Real Madrid. Conversei sobre isso com o redator-chefe da revista Placar, Arnaldo Ribeiro. E a aposta dele é que o camisa 7 português não sai do time inglês. O jornalista Lucio Ribeiro, que já foi a várias partidas de futebol no Reino Unido, lembra que o campeonato inglês começa em agosto. E que, a partir desse mês, dá para saber onde e com quem Cristiano vai jogar. Ele já comprou o ingresso na porta dos estádios quando o time rival é de menor expressão. Mas pra que correr o risco de pagar até o triplo do valor na mão dos cambistas? Na seção Tickets & Travel do site oficial do
Manchester, você compra o ingresso antecipado - é só escolher a partida de acordo com a data e a cidade que quer conhecer. Minha sugestão é um roteiro de 593 quilômetros pelo norte da Inglaterra, visitando museus e estádios. Em Manchester, há visitas guiadas para o estádio e o museu do
Manchester City Football Club. Em Preston, tem uma coleção de futebol da
Fifa no National Football Museum. De carro alugado, eu iria até a Escócia para conhecer Glasgow e os seus dois times rivais, o
Rangers e o
Celtic. E terminaria a viagem de quatro dias em Newcastle, lar do
Newcastle United e do segundo maior estádio da Inglaterra. Tenho certeza de que seu neto vai adorar.
Procuro um programa de curso e trabalho no exterior. O que acha de Londres, Eastbourne ou Salisbury? (Maria Cristina Pereira e Silva, Carmo de Minas, MG)
Acho caro. Mas não desconsideraria. A Inglaterra é o segundo principal destino de estudantes brasileiros. Entre as cidades de Eastbourne, na costa sul da Inglaterra, e Salisbury (onde está o maior monumento arqueológico britânico, o Stonehenge), eu moraria em Londres. Embarcaria no verão, quando há trabalho de sobra em agências como a
Reed. Com o salário mínimo de 4,50 libras por hora, em jornada máxima de 20 horas semanais, dá para pagar o aluguel de um studio em uma zona segura da cidade (o que custará desde 500 libras por mês). Procure o imóvel com cozinha no Loot, um jornal de anúncios distribuído gratuitamente. E o abasteça na rede de hipermercados
Tesco e com congelados
Iceland. O
British Council, um tanto burocrático, fornece todas as outras informações práticas (vistos, cursos, bolsas, estimativa de custos e escolas). Se não tiver segurança em preparar a viagem sozinha, procure a
Belta, associação brasileira de agências especializadas em estudos no exterior.
Passarei cinco dias em Paris e mais nove pelo sul da França. Tem dicas de hotéis em Paris? E o que eu não posso deixar de ver? (Rejane Lugli Martins da Quinta, São Paulo, SP)
Distribua os nove dias por três cidades-base: Nice, Marselha e Toulouse. Nice é uma cidade com bons museus e praia razoável. Ali perto fica a romântica Saint-Paul-de-Vence. Marselha tem uma interessante mistura de culturas mediterrâneas e praias melhores - Lucia Monteiro, nossa colabora que atualmente mora na França, gosta de Cassis, com seus rochedos de calcário muito branco contrastando com o mar ultra-azul. Aix-en-Provence é uma cidade com ruínas romanas a 30 minutos de Marselha. No caminho, repare na Montanha Saint- Victoire, inspiração de Cèzanne, e siga para os pequenos vilarejos da região da Provence. O Castelo de Carcassonne, perto de Toulouse, é outro ponto que eu não deixaria passar batido. Agora anote duas sugestões de hospedagens em Paris: o Hotel Jeanne d'Arc (Rue de Jarente, 3, Marais, 33-1/4887-6211; diárias a € 89 o casal) e o Ibis Bastille Opéra (Rue Breguet, 15, 33-1/4929-2020; diárias a € 115). Ambos ficam pertinho de estações de metrô.
No trajeto entre Viena e Genebra, onde podemos nos hospedar? (Maria Inês Caldo Gilioli, Jundiaí, SP)
De Viena, a rota tradicional passa por Salzburg e Innsbruck (Áustria); e por Zurique e Berna até Genebra (Suíça). Os B&Bs Christina (Viena, 43-1/5332-9611, diárias a € 112), Elisabeth (Salzburg, 43-6/6287-1664, diárias a € 100) e Paula (Innsbruck, 43-512/29-2262, diárias a € 60) são bem cotados no Trip Advisor. Na Suíça, siga as dicas do Especial Suíça da VT (nas bancas): Hotel du Theatre (Zurique, 44-267-2670, diárias a CHF 180); Albergue Glocke (Berna, 311-3771; diárias a CHF 104); e Hotel Admiral (Genebra, 22/906-9700; diárias a CHF 249).
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viajeaqui.com.br/blogs
Programamos uma viagem de carro (com GPS) para Paris, Itália, França e Inglaterra. Agentes de viagem nos advertem que pode ser arriscado ir por conta própria. Será? (Nilva Lorenz, Joinville, SC)
Nilva, eu acho que esses profissionais querem empurrar um pacote pra você. Se existe lugar no mundo onde viajar de carro por conta própria é seguro, é a Europa. Com um GPS então... Só tome cuidado na Inglaterra, onde o volante dos carros fica do lado direito. Outra recomendação: as autopistas na Europa cobram tarifas altas, mas há como evitá-las em estradas secundárias. Para traçar a rota e calcular gastos, consulte o site viamichelin.com.
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Por: Cris Capuano |
Foto: Pier Giavelli
Matéria publicada na Revista
Viagem e Turismo
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