Não precisei disputar a janelinha com ninguém: eu tinha dois bancos só pra mim. Como boa companheira, a trilha sonora: baladas de U2, Ben Harper, Justin Timberlake, Coldplay e Red Hot Chili Peppers. Lá fora, um lago de águas cristalinas debaixo de uma ponte de madeira, com uma torre ao lado e montanhas ao fundo. A ponte era a Kapellbrücke, de 1333, símbolo de Lucerna, restaurada depois de um incêndio em 1993. Mas foi quando subi no elevador panorâmico do Centro de Convenções, o KKL, que senti o peso de estar na Suíça. Um plebiscito iria decidir se a obra ficaria praticamente dentro de um lago. O arquiteto, o francês Jean Nouvel, queria o lago; a população reprovou. Então ele levou o lago para "dentro" do prédio, com salas que remetem a navios e janelas, a escotilhas. Uma guia local, a turca Uemran Magnin, contou o desfecho tragicômico: no dia da inauguração, em 2000, a sogra do arquiteto caiu na água.
E Lucerna passou. Já no destino seguinte, Nice, na França, chegamos bem cedo a um barzinho para pagar a metade do preço dos drinques. Poucas horas depois a mistura de vodca, licor, suco e algo mais fez efeito não só em mim. Parte da turma transcendeu e foi parar em cima da mesa. Até a quieta japonesa Maiko Shinoda estava lá, se remexendo sorridente.
O que vi Só cartões-postais, como a Wasserturm (Torre de Água), a Kapellbrücke (Ponte da Capela) e o Centro de Convenções KKL (kkl-luzern.ch).
O que não vi Os arredores de Lucerna, com os montes Pilatus e Rigi. De qualquer uma das duas você tem um visual belíssimo dos Alpes.
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