Eu preferi ouvir o que Andrea Magyar, a guia local, falava. "Temos aqui um povo melancólico, sentimental e depressivo." Eu quis saber por quê, e ela disse que era por causa das derrotas constantes que seu país enfrentara nas batalhas travadas em épocas passadas. De fato, Budapeste foi destruída pelos mongóis no século 13, passou ao domínio dos turcos, em 1541, e ficou quase em ruínas nas mãos dos soviéticos, no fim da Segunda Guerra Mundial. Mas tantas derrotas fizeram o povo criar certo orgulho da cidade. E como não se orgulhar de tanta riqueza arquitetônica? Do Parque das Estátuas, com os monumentos gigantescos, como os de Lenin e Marx? Do belíssimo Teatro de Ópera? E o Parlamento, imponente, à margem do Rio Danúbio, que chega a ser tão ou mais bonito que sua fonte de inspiração, o Parlamento britânico? Matt, fala aí que eu te escuto.
O que vi O Morro do Castelo, em Várhegy, o Teatro da Ópera (opera.hu) e o Parlamento (budapest-parliament.com), fechado para visitas.
O que não vi Os bares que funcionam em prédios abandonados, em Peste, como o Magy West Balkán (west-balkan.com) e o que funciona em um navio cargueiro ucraniano, o A38 (a38.hu), sobre o Danúbio.
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