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São Paulo

Navegar é preciso

Deslocar-se por São Paulo está mais fácil com o GPS. Rodamos pela cidade com quatro aparelhos diferentes e comprovamos que os navegadores vieram mesmo para ficar

TomTom Go 720
Velhão, que velhão?

Confesso que não sou a mais esperta com aparelhos eletrônicos. E nunca me arrisquei pelos caminhos da cidade, apesar de morar aqui há mais de 15 anos. Para diversão dos meus amigos de fora, faço como todo paulistano: carrego o Guia de Ruas no carro. E assim me virei bem até aqui, obrigada. Isso foi antes de eu conhecer o TomTom. Nunca tinha visto um navegador - exceto pelos poucos dias passados no Japão. Como toda primeira vez, houve contratempos, alguns por minha culpa.

A primeira jornada foi a pé na Liberdade. Demorei para entender as indicações. E, como era sábado, dia barulhento, a voz (que naquele momento falava em espanhol, mas dá até para gravar a sua própria) ficou inaudível. Eu não conseguia decifrar se era para subir ou descer a rua. Em seguida, a bateria acabou, após 45 minutos. Como o aparelho não tem carregador de parede, desconfi o que não chegou a sua potência máxima.

No domingão, eu me aventurei por ruas, estradas e matos nunca trilhados por mim: a Serra da Cantareira. Cometi meu primeiro erro ao colocar o endereço do Velhão - não havia achado o restaurante como ponto de interesse. E então, em vez de Estrada de Santa Inês, pus "avenida". Perdida, perguntei ao guarda do Horto Florestal, que me abriu o portão e replicou: "Mas você conhece ele?" Infelizmente, desconhecia um idoso (o "Velhão") morando por aquelas bandas, e recorri ao bom e velho posto de gasolina. Aí foi fácil. Do Velhão à Quinta, sim, era um desafi o digno de Iron Man, e meu pobre GPS não resistiu: me pediu para entrar à esquerda, mas cadê a rua, meu Deus? Não existia. Resolvi pegar a direita - vai que ele confunde esquerda com direita... Meu TomTom recalculou a rota rapidamente e me mandou para uma viela de terra sem saída. Sorte foi achar um morador tomando sua cervejinha de domingo. Ele me indicou a entrada de um condomínio. Lá dentro, meu navegador comportou-se exemplarmente, bem como na volta.

Já na capital, o navegador teve dificuldade em encontrar o Parque do Ibirapuera como endereço ou ponto de interesse. Tive de digitar Avenida Pedro Álvares Cabral. Ele também não achou a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira. Mas foi divertido me ver como uma flecha voando sobre o Rio Pinheiros enquanto conhecíamos, eu e meu TomTom, a nova ponte. Apesar dos percalços, achei o navegador muito útil. Útil para quem tem dificuldade de ver mapa, para quem não sabe caminhos ou, simplesmente, para quem mora numa cidade louca como São Paulo.

Guia Quatro Rodas Mio C320
Airis T940
Garmin nüvi 200


Por: Mariane Morisawa | Foto: Mauro Donato

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