Da estréia ao recente regresso, ainda não cansei de flanar por Saint Germain, mesmo que não me hospede por lá; de almoçar no Bar de La Croix Rouge; de caminhar pelo Marais; e de sentar no mesmo banco da Place des Vosges, antes de voltar pela Île Saint Louis.
Se tenho mais tempo, incluo no roteiro Tulherias, Louvre, Place Vendome, o Palais Royal e o Beaubourg, onde sempre há uma boa exposição. Como um sanduíche na Crêperie du Comptoir, eleita a melhor baguete de Paris pelo jornal Le Figaro. E entro em um cinema, porque não há melhor lugar no mundo para assistir a um bom filme.
Preciso percorrer de novo o Canal de Saint Martin até o parque Buttes Chaumont. Andar mais de bicicleta no parque de Boulogne. E ainda visitar o novo museu de Quai Branly, obra do badalado arquiteto Jean Nouvel.
Nos dias em que o fascínio por Paris amadurecer, você também vai se incomodar com a crônica falta de táxis. E poderá sentir nostalgia pela Paris dos chansoniers. Saiba que o sentimento também faz parte de Paris: uma cidade que nunca acaba e para onde sempre
voltaremos. Nem que seja para buscar algo que, no fundo, está dentro de nós.
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