10 refeições excelentes por até € 25
BIHAN CAFÉ
4, Rue de Bercy, 33-1/4019-0995; fecha dom; Cc: todos.
Contraponto surpreendentemente caloroso e informal em Bercy, região de ocupação recente em que ainda faltam personalidade e certo calor humano. Os habitués sentam-se ao balcão para bater papo com os donos. Em longas mesas de madeira, dispostas no salão e na calçada, são degustados embutidos da região de Auvergne, no centro da França, regados a taças de vinho desde € 1. Os menus custam desde € 10. Como o lugar faz muito sucesso, pelo menos para o jantar é sempre recomendável reservar.
BISTROT VICTOIRES
6, Rue de la Vrillère, metrô Bourse, 33-1/4261-4378; Cc: M, V.
Combina elegância, pratos saborosos e uma excelente relação custo/benefício. Prove o delicioso confit de canard (coxa de pato com batata frita, a € 10) ou uma entrecôte, bisteca que chega à mesa fumegando acompanhada de um ramo de alecrim em brasa (€ 11). No almoço, a casa ferve com o entra-e-sai de engravatados apressados. À noite, o clima é mais tranqüilo (e os pratos são acrescidos de € 0,50). Aos domingos, servem brunch (€ 15,50), a mistura de café-da-manhã e almoço que está na moda também em Paris. Antes de ir embora, confira as sobremesas, todas a € 5. O crème brulée não decepciona. Se quiser ousar, peça ameixas na calda de vinho com sorvetes de maracujá e laranja.
CHARTIER
7, Rue du Faubourg-Montmartre, 33-1/4770-8629; Cc: D, M, V.
A decoração, do século 19, está intacta: pé direito alto, mezaninos e cobre. Uma verdadeira instituição que serve saborosa comida caseira. As entradas custam em torno de € 2, os pratos têm preços desde € 10 e as sobremesas, € 3. Não espere tranqüilidade: o lugar tem 325 mesas e serve heroicamente mais de mil refeições por dia.
CHEZ PRUNE
36, Rue de Beaurepaire, 33-1/4241-3047; Cc: M, V.
Em uma cidade onde a maioria dos estabelecimentos fecha a cozinha antes das 11 da noite, o Chez Prune se destaca por não recusar refeições a boêmios famintos, e eles são muitos, até as 2 da madrugada. Os pratos custam cerca de € 20 e, no domingo, o brunch(€ 18) é servido até às 4 da tarde, para alegria dos amantes da noite. O lugar é simpático para um café no meio da tarde e animado para tomar uma cerveja com os amigos.
LES COCOTTES
135, Rue Saint-Dominique, 33-1/4550-1031; Cc: todos.
Restaurante-balcão do chef Christian Constant, dentro do conceito muito em voga em Paris: tornar a alta cozinha acessível. Não há luxo algum no local - quem quiser degustar sur place precisa estar disposto a comer em cadeiras altas de bar, cotovelos sobre o balcão. Mas o esforço vale a pena. As entradas custam € 7 e os pratos principais saem por € 15. Os sanduíches são puro luxo e a torta de chocolate é imperdível.
CRÊPERIE DE PONT-AVEN
54, Rue du Montparnasse, 33-1/4322-2374; Cc: todos.
No início do século 20, as imediações da estação de trem Montparnasse concentraram franceses vindos da região da Bretanha para tentar a sorte na cidade grande. A conseqüência do fenômeno pode ser vista ainda hoje na Rue du Montparnasse, onde dez creperias se acumulam em um só quarteirão. As galettes (crepes salgados feitos de trigo-sarraceno) estão entre as especialidades bretãs. Prove a dinan (com champignon, bacon e creme), a € 7, acompanhada de uma jarra de cidra (€ 3, 250 ml), a bebida típica da região, que casa perfeitamente com os crepes.
FOYER DE LA MADELEINE
Place de la Madeleine (entrada pelos fundos da igreja), 33-1/4742-3984; fecha sáb/dom; Cc: M, V.
No subsolo da Igreja de la Madeleine, a cantina comandada por um grupo de voluntários católicos oferece menus a € 7,50, com direito a uma entrada, um prato principal, sobremesa, pão, queijo e água. Os comensais dividem a mesa com desconhecidos, o que acaba gerando um clima de simpatia e animação - é preciso chegar cedo se você quiser se sentar apenas com os seus amigos. Não se trata de nenhuma experiência gastronômica, mas num bairro em que tudo custa caro é um lugar para comer corretamente sem ir à falência.
LA GRANDE MOSQUÉE
39, Rue Geoffroy Saint-Hilaire, 33-1/4331-1814; Cc: todos.
Com decoração árabe e, diga-se, às vezes um pouco excessiva, o restaurante da mesquita de Paris serve um saboroso e perfumado cuscuz marroquino. O vegetariano leva sêmola, caldo de legumes e uva passa (€ 9). Com acompanhamento de merguez (um tipo de lingüiça), o prato sai por € 12. De sobremesa, doces folhados (desde € 3) e chá de hortelã (€ 2,50), que ficam ainda melhores no pátio, sob a sombra de uma árvore. Vale a pena, apesar da eterna impaciência dos garçons.
LE MOULIN DE LA GALETTE
83, Rue Lepic, 01/4606-8477; Cc: todos.
Vive cheio de turistas. E há boas razões para isso. A cozinha funciona sem interrupção, dia e noite, ideal se a fome bater fora de hora. Tem mesas ao ar livre distribuídas em dois espaços, e, ao olhar para cima, você verá o enorme moinho, erguido em 1640. O menu é acessível (€ 17), apesar de incluir poucas opções. Ao saborear a torta-musse de framboesa, imagine-se num cenário imortalizado pelo pintor Auguste Renoir, autor da tela Le Bal du Moulin de la Galette, de 1876 (Van Gogh e Toulouse-Lautrec também pintaram o lugar).
QUE DU BON
22, Rue du Plateau, 33-1/4238-1865; fecha dom;Cc: M, V (desde € 15).
Na fachada, um bistrô simples e sóbrio ao lado do Parque Buttes Chaumont. Por dentro, um ambiente informal que faz com que as pessoas se sintam em casa. Algumas especialidades: presunto de porco basco, coleção de vinhos, folheado de legumes e, de
sobremesa, creme de caramelo especial. O almoço pode custar entre € 14 e € 16; e o jantar, por volta de € 30.
5 restaurantes para sonhar
L'AMBROISIE
9, Place des Vosges, 33-1/4278-5145; fecha 2ª e dom; Cc: A, M, V.
Três-estrelas do Guia Michelin, o restaurante empresta o nome à ambrosia, iguaria dos deuses do Olimpo. É provável que você se sinta um deles nesse cenário (sob os arcos da lindíssima Place des Vosges) ao saborear os pratos que saem da cozinha comandada pelo chef Bernard Pacaud. Reserve cerca de € 200 por pessoa.
L'ATELIER DE JOËL ROBUCHON
5, Rue Montalembert, 33-1/4222-5656; Cc: D,M, V.
O poder de fogo da clientela pode ser medido pelas limusines e outros carrões espetaculares estacionados do lado de fora. Executivos, tycoons e wanabees de todas as áreas fazem fila para provar as criações do chef inventivo que tinha se aposentado em 1996 e, arrependido, voltou à cena em 2003 com força total. Robuchn, o chef que não tem medo de mexer com os maiores clássicos da cozinha francesa, é uma grife três- estrelas internacional, com casas em Tóquio, Los Angeles e Nova York. As filas não são força de expressão: o restaurante não aceita reserva feita de véspera e, às vezes, é preciso bastante antecedência para conseguir uma de suas pomposas mesas. Para ter certeza de ser atendido no horário de almoço, não chegue depois das 11h30, por mais afetado que isso possa parecer.
THE CRISTAL ROOM BACCARAT
11, Place des États-Unis, 33-1/4022-1110; fecha dom;Cc: todos.
"Beleza não é racional". A máxima desse restaurante-evento tenta dar base conceitual - e quem sabe alívio espiritual - ao cliente que experimenta o menu nas salas suntuosas, totalmente ornamentadas com cristal Baccarat, do restaurante. A decoração da cozinha leva a assinatura do famoso designer Philippe Starck. O menu da casa é restrito, atualizado de acordo com a estação do ano. Os pratos à la carte custam entre € 32 e € 195 e o menu sai por € 120. Reserve com ao menos uma semana de antecedência.
LE GRAND VÉFOUR
17, Rue de Beaujolais, 33-1/4296-5627; Cc: todos.
Dentro do Palais Royal, esse restaurante que funciona na antiga residência do cardeal Richelieu recebeu em suas mesas alguns dos mais importantes personagens da história francesa: Voltaire, Victor Hugo e Napoleão Bonaparte, entre outros figurões de peso. As mesas cativas de clientes do passado estão devidamente indicadas nas paredes. Hoje em dia os convivas são altos executivos parisienses e gourmets de todo o mundo. Reserve cerca de três horas e prepare-se para um banquete em diversas etapas - entre uma e outra, admire a pintura do teto, tombada pelo Patrimônio Histórico. No menu de almoço, a € 88, uma taça de champanhe dá as boas-vindas. De entrada, foie gras ou caranguejo desfiado; o prato principal pode ser bacalhau fresco com abobrinha e tomate seco no ponto. O capítulo "queijos" é o apogeu: há 26 tipos à escolha. Prove o vieux comté (de 2001), acompanhado de uma taça de Gran Corbin Saint-Emilion 2001 (€ 23 a taça). Há ainda sobremesa, docinhos e café, servido com uma fatia de bolo da Savóia, com um leve sabor de limão. O menu plaisir, a € 226, tem itens suplementares.
LA TOUR D'ARGENT
15, Quai de la Tournelle, 33-1/4354-2331; fecha 2ª; Cc: todos.
Tradicionalíssimo, ocupa o mesmo endereço desde 1582. São tantas as histórias a seu respeito que se criou um pequeno museu para reuni-las ali mesmo. Há fotos, talheres e recordações de diversas épocas. Inaugurado como uma pequena taverna só para homens, o restaurante foi freqüentado pela nobreza de Versalhes. A partir do século 20, a casa ganhou profissionalismo e sofisticação sob a administração de André Terrail. Conduzido pela terceira geração da mesma família, ele agora ocupa o topo do prédio, com uma vista privilegiada do Sena e da Notre-Dame. Uma mística acompanha a especialidade da casa: os patos ao molho pardo (com tempero de laranja ou pimenta) são numerados. No livro de ouro do restaurante é possível descobrir quem o provou: o número 328, por exemplo, foi para a mesa do rei Eduardo VII em 1890. O presidente Mikhail Gorbachev degustou o 938 em 1945. O menu com entrada, prato e sobremesa sai por € 75. Para as receitas de pato, são cobrados € 26 suplementares. Só atende com reserva.
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