RESTAURANTES
São Paulo tem quase 12,5 mil restaurantes.
O Guia Quatro Rodas selecionou os bons e baratos imperdíveis, os clássicos estrelados, os bares onde se come muito bem e as melhores cantinas italianas, que formaram o paladar do paulistano
BONS E BARATOS IMPERDÍVEIS
BIERQUELLE (alemã)
(Avenida Moema, 801, 11/5093-4327. Cc: D, M, V; Cd: M, R, V)
Todos os embutidos são produzidos artesanalmente, como as salsichas wienerli (do tipo viena) e kalbsbratwurst (branca, de vitela), servidas com batata e chucrute (R$ 26). Para duas pessoas, o schlachtplatte combina três tipos de salsicha, batata e bolinho de pão (R$ 64). Até setembro estão no cardápio 14 versões de fondue (de R$ 69 a R$ 74).
TENDA DO NILO (árabe)
(Rua Coronel Oscar Porto, 638, 11/3885-0460)
O restaurante, pequeno, serve saborosas esfihas, além de quibes e falafel (em média R$ 25 por pessoa).
BAALBECK (árabe)
(Alameda Lorena, 1330, 11/3088-4820, Cc: A, D, M, V; Cd: M, V).
Da cozinha das irmãs libanesas Sarah e Minerva saem pratos que obedecem as receitas tradicionais. É tudo simples, caseiro e muito saboroso. A rica salada fatuche (R$ 20) e o arroz com cordeiro (R$ 32), para duas pessoas, são os mais pedidos.
ACRÓPOLES (grega)
(Rua da Graça, 364, 11/3223-4386; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Merece destaque, pois é quase uma atração turística de São Paulo. O dono Trassyvoulos Petrakis, que chegou ao Brasil em 1961, recebe os clientes e apresenta a cozinha. Lá estão dispostos todos os pratos. Cada um escolhe o que quer nas grandes travessas e o garçom leva à mesa. Uma das especialidades é o mussaká, de berinjela, molho e queijo (R$ 24 a porção).
BUTTINA (italiana)
(Rua João Moura, 976, 11/3083-599; Cc: A, D, M; Cd: M, R)
Não é muito barato, mas tem uma estrela no Guia Quatro Rodas e continua sendo excelente relação custo/benefício na cidade. Ao contrário das outras cantinas, ele não ostenta a italianice na decoração e serve massas frescas, cozidas no ponto certo, com molhos suaves, em porções individuais. O nhoque com brachola (R$ 33,90) é o sucesso do lugar, que conta com mesas num belo jardim.
SENDAI (japonesa)
(Rua da Glória, 148, 11/3241-1129; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Fica em pleno bairro oriental da Liberdade. O prato com 30 fatias de sashimi, 12 sushis e 22 enrolados (R$ 120) dá para quatro pessoas. Para acompanhar, saquê importado, servido quente ou gelado (R$ 13,50 a dose).
AGADIR (marroquina)
(Rua Fradique Coutinho, 950, 11/3097-0147; Cc: A, V; Cd: R, V)
Uma portinha estreita transporta para o ambiente típico do Marrocos. O cuscuz marroquino, com frango, vitela ou cordeiro, vem acompanhado de legumes (de R$ 30 a R$ 45). O chá verde com hortelã é servido como cortesia em bule de prata.
VIVA MÉXICO (mexicana)
(Rua Fradique Coutinho, 1122, 11/3032-0901; Cd: V)
É o primeiro restaurante mexicano do Brasil e há 17 anos mantém a culinária de raiz. A parrilla tradicional vem com as tortillas frescas e tenras, carne ou frango fatiados, guacamole, creme de feijão, vários tipos de salsa e outros temperos importados. Para acompanhar, tequila - são 45 marcas no cardápio (de R$ 13 a R$ 30 a dose).
CONSULADO MINEIRO (mineira)
(Praça Benedito Calixto, 74, 11/3064-3882; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Planeje um almoço demorado, especialmente se for um sábado, quando acontece a feira de artesanato e antiguidades da Praça Benedito Calixto. O prato mais querido é o típico: arroz, tutu de feijão, couve, carne-de-sol e mandioca frita (R$ 48,60 para duas pessoas). E, de sobremesa, ambrosia (R$ 4,80).
OFICINA DE PIZZAS (pizza)
(Rua Inácio Pereira da Rocha, 15, 11/3813-8389; Cc: D, M, V; Cd: M, R, V)
Outra casa com preços módicos e estrelada. Tem boa carta de vinhos e mescla receitas originais com massas saborosas. A Purpurina, com mussarela, alho e tomate, é ótima pedida (R$ 38).
MOINHO DE PEDRA (vegetariana)
(Rua Francisco de Moraes, 227, 11/5181-0581; Cc: M, V; Cd: M, R, V)
É um self-service apaixonante por fugir da simples adaptação vegetariana do receituário carnívoro, com pratos sem carne criativos e saborosos. Custa R$ 20 por pessoa durante a semana e R$ 25 ao sábado.
OS MELHORES BARES PARA COMER
CERVEJARIA PATRIARCA
(Rua Mourato Coelho, 1059, 11/3816-2280; Cc: A, D, M, V; Cd: R, V)
O prato imperdível aqui é a costela no bafo (R$ 41,80 a pequena e R$ 53,80 a grande). Depois de cozida por 24 horas, fica molinha e é servida com osso e acompanhada de salada de rúcula, mandioquinha e feijão-preto. Dá para quatro pessoas. Mereceu o prêmio de melhor receita de bar do Guia Brasil 2008.
DONA FELICIDADE
(Rua Tito, 21, 11/3864-3866; Cc: D, M,V; Cd: M, R, V)
A chef de cozinha dona Felicidade Bastos é mãe dos sócios e prepara fartas porções de bacalhau ao forno (R$ 99) que dão para três pessoas. O chope é sempre geladíssimo, e os bolinhos de bacalhau deliciosos atraem gente de todos os cantos da cidade.
CANTO MADALENA
(Rua Medeiros de Albuquerque, 471, 11/3813-6814; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
No boteco num recanto escondido da Vila Madalena, as mesas são cobertas com toalha de chitão colorido. Ali, a pedida farta, para duas pessoas, é o brasileiríssimo baião-de-dois, com tudo a que se tem direito: arroz, feijão, queijo de coalho, carne-seca e costelinha de porco (R$ 37,50). Outra delícia nordestina é o arrumadinho, que leva carne-seca desfiada, feijão e vinagrete (R$ 29,50). Para acompanhar, um cardápio com 200 marcas de cachaça (de R$ 4 a R$ 25 a dose).
GENÉSIO
(Rua Fidalga, 265, 11/3812-6252; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Esse boteco típico da Vila Madalena, com mesinhas na calçada, fica aberto de dia e até a alta madrugada. A especialidade é a bisteca do Padre Olavo, servido com polenta cremosa ao molho de tomate e azeitona (R$ 45). Dá para duas ou três pessoas, dependendo do tamanho da fome.
PIRAJÁ
(Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64, 11/3815-6881; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
As mesinhas lotadas ocupam uma esquina generosa do bairro de Pinheiros. À quarta e ao sábado a feijoada faz sucesso. Durante a semana custa R$ 24 por pessoa e ao sábado, R$ 38 para dois. Outra pedida é o filé Oswaldo Aranha, com arroz, farofa e batata palha cobertos com alho frito (R$ 31).
SÃO CRISTÓVÃO
(Rua Aspicuelta, 533, 11/3097-9904; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Flâmulas e fotos antigas de futebol abarrotam as paredes desse bar na rua principal da Vila Madalena. Um dos pratos mais queridos é o filé Osvaldo Aranha, de mignon, com couve, farofa e alho frito (R$ 38), para duas pessoas.
CLÁSSICOS ESTRELADOS
FASANO (italiana)
(Rua Vitório Fasano, 88, 11/3062-4000; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Para quem ama risoto, o Fasano é uma espécie de Meca brasileira da receita. É preciso apreciá-la ali pelo menos uma vez na vida. O risoto mais famoso é o de lingüiça toscana, feijão-branco e vinho tinto, mas todos os tipos servidos têm as mesmas características especiais: arroz de primeira qualidade, cozimento al dente e uma cremosidade difícil de encontrar em outras casas. O preço dos risotos varia de R$ 75 a R$ 110.
D.O.M. (cozinha contemporânea)
(Rua Barão de Capanema, 549, 11/3088-0761; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Se você tem paladar ousado, gosta de experimentar novas receitas e aprecia ingredientes nacionais, essa é a melhor casa do Brasil para se entregar às invenções de um cozinheiro. Ali, sua refeição estará nas mãos de Alex Atala, o chef que levou o D.O.M. à lista dos 50 melhores restaurantes do mundo da revista inglesa Restaurant. O menu degustação de quatro pratos sai por R$ 195, e o de oito especialidades custa R$ 275.
JUN SAKAMOTO (japonesa)
(Rua Lisboa, 55, 11/3088-6019; Cc: A, M, V)
Ele tem cara de bravo, conversa pouco e impõe algumas restrições aos clientes (só o próprio pode colocar shoyu nos sushis), mas o jeito sisudo de Jun Sakamoto garante a concentração necessária para a confecção dos melhores sushis do país (arroz com liga e sabor elogiáveis, peixes e frutos do mar estupidamente frescos). No balcão, a degustação é mais cara e mais interessante (é a sua chance de acompanhar de perto o trabalho do mestre). O jantar custa em média R$ 250 por pessoa.
FOGO DE CHÃO (carnes/rodízio)
(Avenida Santo Amaro, 6824, 11/5524-0500; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
Os gaúchos que nos desculpem. Eles inventaram o rodízio (espeto corrido), mas o melhor conjunto de casas da especialidade pertence a São Paulo (embora a melhor delas seja uma marca do Rio Grande do Sul). O diferencial da Fogo de Chão começa na escolha do que vai para o bufê e para as mesas: a casa não serve peixes nem frutos do mar. O carré de cordeiro, a costela bovina e o bife de chorizo são imperdíveis na maratona de boas carnes. Preço único de R$ 75 por pessoa.
BENDITA HORA (pizza)
(Rua Vanderlei, 795, 11/3862-0622; Cc: A, D, M, V; Cd: M, R, V)
A imagem da gastronomia paulistana está sempre associada às pizzarias. E a cidade é realmente o território de excelência dessa receita. Além de desfrutar o clima quase praiano dessa casa, que atrai a moçada e é bem agradável em dias quentes, o cliente da Bendita Hora tem a chance de comer uma pizza que sempre deixa boas lembranças (a começar pelo lindo visual). A de abobrinha, mussarela e parmesão (R$ 44) tem o legume cortado em fatias finíssimas, o equilíbrio certo entre a abobrinha e os queijos, molho em boa medida e massa bem assada em forno a lenha e saborosa (muitas pizzarias parecem ter esquecido da importância desse último item).
A FIGUEIRA RUBAIYAT (variada)
(Rua Haddock Lobo, 1738, 11/3087-1399; Cc: V; Cd: V)
Desde que abriu, A Figueira Rubaiyat é sucesso na cidade e sempre tem fila na porta. E dois aspectos positivos extracomida (que é boa, diga-se de passagem) apóiam esse fenômeno: um ambiente que está entre os mais bonitos e agradáveis de São Paulo, recheado de luz natural e ornado com uma frondosa figueira no meio do salão, e um cardápio que ainda reflete o gosto do paulistano pela diversidade, com cortes de carne grelhados, pratos com pescados, receitas espanholas, clássicos franceses...Tudo dentro de um conceito de alta gastronomia que satisfaz aos paladares locais mais exigentes. O mais pedido é o bufê mediterrâneo, com carnes, peixes e crustáceos (R$ 80 por pessoa). Menos na quarta-feira, quando só tem feijoada (R$ 65 por pessoa). E a sexta-feira é exclusiva para o bufê de pescados (R$ 92).
CANTINAS
Elas são as desbravadoras da gastronomia paulistana e foram decisivas para incentivar o hábito de comer fora. Hoje a cidade conta com casas de alta gastronomia italiana, e as cantinas já não servem de referência aos especialistas. Mesmo com molhos pesados e macarrão cozido além do ponto - o que é comum na maioria dos restaurantes do gênero-, elas continuam fazendo sucesso, pois seguem produzindo comida italiana caseira honesta, com bons preços e em clima familiar e alegre. Tudo isso atrai um monte de gente, especialmente nas casas tradicionais, que estão com as panelas no fogo há mais de meio século.
IL CACCIATORE (italiana)
(Rua Santo Antônio, 855, 11/3120-5119; Cc: A, V; Cd: V)
Em pleno bairro da Bela Vista, está no mesmo endereço há 52 anos. É uma das mais tradicionais. As porções são fartas, e até novembro a vedete é a alcachofra, que está na torta servida como entrada (R$ 18) e no fettuccine com creme de alcachofra e presunto de Parma (R$ 56, para duas pessoas).
SPADACCINO (italiana)
(Rua Mourato Coelho, 1267, 11/3032-8605; Cc: D, M, V; Cd: M, V)
As massas são fresquíssimas e o ambiente, aconchegante. O destaque fica para o ossobuco de vitela ao vinho branco, servido com risoto de açafrão ou polenta com azeite trufado (R$ 43).
JARDIM DE NAPOLI (italiana)
(Rua Doutor Martinico Prado, 463, 11/3666-3022; Cc: A, M, V; Cd: M)
Administrada pela família Buonerba há três gerações, é uma das mais antigas cantinas da cidade. Além do tradicional polpettone (R$ 30), os pratos preferidos dos habitués são linguini com molho branco e funghi (R$ 33) e fusilli com molho de calabresa (R$ 30). As porções são individuais e bem servidas.
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