Mas minha incursão por esse Eldorado do século 21 começou pelo que Dubai já foi. Fui à Mesquita Jumeirah, a única aberta à visitação de não-muçulmanos, e a Bastaquia, uma vila típica. Ali, as casas foram reformadas, mas mantêm o antigo sistema de refrigeração - uma torre que canaliza o vento para elas. Pode-se tomar um chá com tâmaras no Café XVA (Bastaquia, 971-4/353-5383; Cc: A, M, V) ou jantar no Basta Art Café (Al Fahidi Street, 971-4/353-5071, alraisenterprises/basta.htm)
Dubai tem vários souks (mercados), como o de ouro. Vi mulheres de véu negro, sempre acompanhadas por homens, escolherem suas jóias. É tradição que a noiva ganhe muito ouro para o dia do casamento. Mas a pricipal marca de Dubai talvez sejam os shoppings. Gigantescos, têm lojas das marcas mais famosas do mundo e ótimos preços. No BurJuman, comprei um casaco de lã na Zara por cerca de 130 reais - no Brasil custaria o triplo.
Mas é um hotel luxuosíssimo, o Burj Al Arab, o grande postal de Dubai. Não dormi ali, porém reservei uma mesa para jantar em um de seus restaurantes, o Al Muntaha (971-4/301-7777, jumeirah.com; Cc: todos), que fica no 27º andar. Com a ajuda do sommelier vêneto que falava português perfeitamente - "Vêm muitos brasileiros aqui" -, escolhi o vinho. Pedi também um prato de peixe e legumes cozidos - para esquecer. O jantar valeu pelo único beijo que vi na viagem, uma bicotinha trocada por um casal. Em Dubai, é proibido namorar em público, mas a regra não vale para os hotéis. Curioso é que há pouco tempo não era necessário controlar os turistas. Eles inexistiam.
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