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Eu compro, Tu compras, Ele compra, Nós compramos

As Galeries Lafayette, em Paris, um dos endereços mais famosos do mundo para comprar, comprar, comprar
Um guia rápido sobre o esporte preferido dos brasileiros que viajam pelo mundo
Viajar e comprar são verbos irmãos. E nunca os brasileiros viajaram tanto ao exterior. Nem compraram tanto lá fora. Culpa da economia estável e do câmbio favorável (bem, pelo menos até meados de setembro, quando o dólar voltou a ultrapassar o patamar do 1,90 real) e de nossos preços supersobretaxados. Os turistas brasileiros gastaram no primeiro semestre de 2008 5,5 bilhões de dólares, o maior volume financeiro da história para um semestre - ao longo de todo 2007 foram gastos 8,2 bilhões de dólares,  segundo dados do Banco Central. E a tendência é de subida. A Comissão Européia de Turismo (CET) projeta para este ano um aumento de 20% no número de turistas brasileiros em relação ao ano passado, quando fomos 1,8 milhão nos 33 países da entidade. E, apesar das difi culdades em obter o visto americano, também viajamos mais para os Estados Unidos. Segundo a Embratur, em 2007 639 mil brasileiros foram ao país, 22% mais que no ano anterior.

Em muitos países, o turista brasileiro é persona molto grata. É que, diante dos preços dos produtos no Brasil, comprá-los no exterior significa economia na certa. Roupas, eletrônicos, artigos para bebês e brinquedos têm valores muito atraentes até na zona do euro. O mesmo carrinho de bebê que custa cerca de 300 dólares na Flórida sai por 3 000 reais no Brasil - sim, dez vezes seu valor. As sacoleiras estão de volta a Miami e Orlando, e, com isso, muita gente aproveita para renovar o guarda-roupa, fazer o enxoval do neném ou dar um upgrade no computador.

O viajante brasileiro compra sem medo de excesso de bagagem, da Receita Federal e do vencimento do cartão de crédito. De roupas de grife a bebidas, de eletrônicos a óculos de sol, de cosméticos a DVDs, as oportunidades no exterior são imensas. Alguns produtos demoram a chegar aqui, como o iPhone, que só agora, quase dois anos após o lançamento, deverá ser vendido no Brasil. Enquanto isso, as vitrines lá fora permanecem tentadoras. A seguir, dicas de viajantes que compram muito e até maneiras de gastar - e receber parte do dinheiro depois. 


Por: Bruno Agostini | Foto: Bia Parreiras

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