Quem está com a rédea agora é Alex Murad, filho de Beto. Ele foi o responsável pela compra da grande atração deste verão no parque, a Fire Whip (Chicote de Fogo), a única montanha-russa do Brasil com poltronas que correm sob trilhos e deixam os passageiros com as pernas penduradas. Às vezes sob, às vezes sobre o corpo. As torções e viradas, os cinco loopings e a velocidade de 100 quilômetros por hora vêm de brinde. Alex não usa laço nem botas de couro, mas o parque não perdeu o galope. Se, em 2007, 800 mil pessoas visitaram as 85 atrações, a previsão para 2008 é passar dos 900 mil. Mas o pai está em toda parte, e não só em espírito. Um tributo explícito, o show Beto Carrero Memory, acontece sempre às 18h30. Cabe a um ator, com o chapéu e a jaqueta que fizeram a fama do homem, homenageá-lo, seguindo o roteiro do espetáculo que era apresentado pelo próprio Beto. Era quando, sobre seu cavalo andaluz Faísca (e depois o filho deste, com o mesmo nome do pai), Beto levava muitos da platéia às lágrimas.
A vida continua, e, na expressão vulgar, a fila anda. Mas resolveu-se que ninguém deveria montar mais o Faísca Filho, o maior companheiro do finado nos últimos oito anos. O cavalo sentiu a perda de Beto e passou dois dias sem nada comer, enlutado. Hoje, precocemente aposentado, o animal vive à larga, entre banhos de xampu com citronela e sessões de alongamento e massagem.
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