No top 10 de diversas categorias, Santa Catarina marca presença. Em resort de interior, com o Plaza Caldas da Imperatriz e o Termas de Gravatal; em hotel-fazenda, onde a Boqueirão fez bonito, também com a Fazzenda Park, em Gaspar; e finalmente em hotéis, com o bom resultado do Majestic, um dos novos e bons hotéis de Florianópolis. O turismo é levado a sério por aqui. Ele gera para o estado uma receita de quase 800 milhões de dólares. Em 2007, Santa Catarina recebeu 4 milhões de turistas, 1 milhão a mais que no ano anterior. Desde 2005, 300 milhões de reais foram investidos em infra-estrutura e promoção. Florianópolis faz força para se classificar como cidade sede da Copa de 2014 - dado o tamanho do estádio de seu time mais popular, o Figueirense, seria uma enorme zebra -, o que atrairia ainda mais investimentos federais em infra-estrutura. Ficaríamos felizes, por ora, se a eterna duplicação da BR- 101 de Floripa à divisa com o Rio Grande do Sul, que não acaba nunca, fosse finalizada.
A beleza do estado foi o atributo mais lembrado pelos votantes, assim como a segurança teve notas muito positivas em Florianópolis. "Imagine o Rio de Janeiro há 20 anos, antes do trânsito e dos fuzis", defi ne o carioca João Paes, militar aposentado que gosta da badalação e vive em Jurerê, a praia de Florianópolis que é hoje uma das mais glamourosas do Brasil.
Quem deixa a capital em direção ao litoral de Garopaba, a 60 quilômetros (para surfar, ver baleias ou simplesmente curtir a paz de pousadas bacanas), tem bons motivos para parar no meio do caminho. A 35 quilômetros está Santo Amaro da Imperatriz, a cidade termal onde o Plaza Caldas atrai turistas por suas águas quentes. Mais para o sul, chega-se à Serra do Rio do Rastro, cortada por uma das estradas mais cênicas do país - e às cidades onde neva no inverno: São Joaquim e Urubici. Na outra direção - e pelo trecho duplicado da BR-101 -, os prédios de Balneário Camboriú impressionam. O metro quadrado ali não pára de se valorizar e há apartamentos vendidos por até 4 milhões de reais.
E se você pensa que todo esse amor por Santa Catarina passa depois do verão, saiba que ele, o amor, também pode - e deve! - subir a serra. Num domingo, eu deixei as areias de Florianópolis e cruzei montanhas em direção a Lages, a 228 quilômetros da capital, para conhecer a Fazenda Boqueirão, onde se vivencia o dia-a-dia da vida rural, com direito a fogo de chão e cavalgadas por horas e horas. Lá, o frio me obrigou a usar meias, botas, blusa de lã, casaco e... cachecol. E ali, entre 200 cabeças de gado, pinhão fresco estalando no fogo e um típico camargo (café com leite), lembrei de que, algumas horas antes, eu estava na praia. De biquíni.
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