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Classe CVC

Sabrina Ferreira, em loja da CVC
Campeã em dobro do Prêmio VT – como operadora de pacotes turísticos para o Brasil e para o exterior –, a empresa avança nos bairros e cidades onde o consumidor está
Sabrina Ferreira é vendedora da Tutti Frutti Hortelã, uma loja de moda feminina no Shopping Mega Polo Moda, no Brás, em São Paulo. Trabalha das 7h30 às 18 horas. Tem apenas duas semanas de férias, no fim do ano, quando o shopping fecha. Seu próximo Réveillon será em Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro. Ela fazia questão de estar no lugar em que a banda baiana Asa de Águia fosse tocar. Procurou quatro agências de viagens: uma pequena no Tatuapé, outra na qual uma amiga trabalha e as grandes Decolar e CVC. Nesta última, não precisou ir longe. Na verdade, não saiu à rua. A CVC tem uma loja no Mega Polo Moda desde 2006. É a única empresa de turismo ali. Foi lá que Sabrina comprou seu pacote, parcelando-o em dez vezes. A facilidade contou, mas o que decidiu foram a "dedicação da atendente" e o preço. "Não encontrei melhor", diz ela.

Atender em bairros de comércio popular visando à crescente classe C é uma das razões do sucesso da operadora mais uma vez campeã do Prêmio VT, a CVC. "O turismo nunca esteve tão perto do consumidor. A gente precisa acompanhar o varejo, por isso entramos em novos shoppings e cidades", diz Guilherme Paulus, fundador e atual presidente do conselho administrativo do grupo. A CVC vende de pacotes rodoviários por 268 reais - que estão na origem dos negócios e garantem 7% do faturamento - a viagens caras como dez noites na China por 11 020 reais. O destino mais negociado é para onde Sabrina vai: Porto Seguro. Depois, Natal e Fortaleza. Fora do Brasil, Buenos Aires, Madri e Santiago do Chile.

A empresa projeta crescimento de 35% neste ano e movimento de mais de 2,5 bilhões de reais. Sua participação de mercado, estimada em 70%, deve aumentar, na esteira do plano de expansão da rede de lojas. Em 2003, a CVC contava com 81 lojas; hoje são 260. A meta é chegar a 500 em 2010. Antes, a empresa só abria lojas em municípios com mais de 120 mil habitantes, mas agora cidades como a paulista Assis, com 90 mil moradores, já são alvos da operadora.

A CVC conseguiu também ser bem-sucedida ao acrescentar em seu portfólio as viagens marítimas. Elas já representam 30% dos pacotes vendidos entre novembro e março. Neste verão, opera seis navios e aposta nos minicruzeiros de quatro dias. Maria de Cássia Furtado, proprietária de uma franquia da Casa do Pão de Queijo em São Paulo, vai debutar no mar a bordo do Zenith, justamente o melhor navio de cruzeiro deste Prêmio VT. Com essa, será a quinta viagem do casal pela CVC. "Não faço cotação de preço com outras. É uma operadora antiga e temos muita confiança nela", diz Maria de Cássia.
 


Por: Vicente Vilardaga | Foto: Heudes Regis

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