Atender em bairros de comércio popular visando à crescente classe C é uma das razões do sucesso da operadora mais uma vez campeã do Prêmio VT, a CVC. "O turismo nunca esteve tão perto do consumidor. A gente precisa acompanhar o varejo, por isso entramos em novos shoppings e cidades", diz Guilherme Paulus, fundador e atual presidente do conselho administrativo do grupo. A CVC vende de pacotes rodoviários por 268 reais - que estão na origem dos negócios e garantem 7% do faturamento - a viagens caras como dez noites na China por 11 020 reais. O destino mais negociado é para onde Sabrina vai: Porto Seguro. Depois, Natal e Fortaleza. Fora do Brasil, Buenos Aires, Madri e Santiago do Chile.
A empresa projeta crescimento de 35% neste ano e movimento de mais de 2,5 bilhões de reais. Sua participação de mercado, estimada em 70%, deve aumentar, na esteira do plano de expansão da rede de lojas. Em 2003, a CVC contava com 81 lojas; hoje são 260. A meta é chegar a 500 em 2010. Antes, a empresa só abria lojas em municípios com mais de 120 mil habitantes, mas agora cidades como a paulista Assis, com 90 mil moradores, já são alvos da operadora.
A CVC conseguiu também ser bem-sucedida ao acrescentar em seu portfólio as viagens marítimas. Elas já representam 30% dos pacotes vendidos entre novembro e março. Neste verão, opera seis navios e aposta nos minicruzeiros de quatro dias. Maria de Cássia Furtado, proprietária de uma franquia da Casa do Pão de Queijo em São Paulo, vai debutar no mar a bordo do Zenith, justamente o melhor navio de cruzeiro deste Prêmio VT. Com essa, será a quinta viagem do casal pela CVC. "Não faço cotação de preço com outras. É uma operadora antiga e temos muita confiança nela", diz Maria de Cássia.
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