A Praia do Gunga é linda, sim. Na maré baixa, forma piscinas naturais que parecem aquários, pertinho da areia. Depois da curva, tem falésias coloridas. Mas, de tanto alardear sua beleza por aí, o Gunga se encheu - de gente, de barraquinhas, de chuveiros, de cadeiras de plástico, de guias uniformizados, de caixas de som, de gente para ouvir declarações de amor. Não deixou de ser bonita, mas agora é preciso olhar para o lado certo: o canto direito da praia. É para lá que as areias seguem desertas, o mar, tranqüilo, os barquinhos de madeira mantêm seu curso, o sol se põe com graça.
Chegar de barco é fácil, mas de carro é mais cênico. Não à toa um mirante megalomaníaco foi plantado às margens da rodovia para entregar de bandeja o visual: um mar sem-fim de coqueiros que chega até a areia branca. O acesso à praia, particular, se faz por dentro de uma fazenda de coco.
Hoje você pode explorar o Gunga de barco, de bugue ou de quadriciclo. O paraíso é democrático. Entre as dez praias brasileiras desta edição, ela tem a melhor nota em preços: 4. Uma caipirinha aqui custa 4 reais. O passeio para mergulhar nas piscinas que se formam longe da praia, 15. Um camarão para dois? Menos de 40. E convenhamos: com uma cerveja a 2,50 reais, qualquer cantada fica fácil.
COMO CHEGAR A Gol (0300-1152121, voegol.com.br) voa para Maceió desde R$ 1 148. Na rodoviária, a Viação Real Alagoas (82/3530-2599) tem ônibus para Barra de São Miguel, por R$ 6, onde há barcos que levam à Praia do Gunga, por R$ 80 em média.
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