Festejar o Ano-Novo em Paris é sonho de muita gente. Também por isso, Florence, pode ser frustrante. Além de fria, a cidade fica sem táxis e o metrô (grátis no dia 31), abarrotado. Visualize o Arco do Triunfo na Avenida Paulista e terá uma idéia da confusão. Até a charmosa Champs-Élysées tem as vitrines fechadas: eu passearia por lá um dia antes ou, na noite do dia 31, reservaria uma mesa no centenário restaurante Fouquet's (99 Champs-Élysées, 33-1/4069-6050, lucienbarriere.com; € 185 por pessoa). Melhor que isso, só para quem pode bancar o jantar no Le Jules Verne (33-1/4555-6144, lejulesverne-paris.com; € 700 por pessoa), no 2º andar da própria Torre Eiffel! Com crianças, o melhor lugar é a Disney Paris (disneylandparis.com; € 41, crianças, e € 49, adultos), a uma hora de trem da capital - no dia 31 o parque fecha à 1 da madrugada. Outra idéia é passar a noite em um barco pelo Rio Sena (na Bateaux Parisiens, bateauxparisiens.com; desde € 320, com ceia), assistindo de longe - e sem muvuca - ao espetáculo de luzes da Torre Eiffel.
Tenho milhas suficientes na TAM para viajar com a família (quatro pessoas) para o Nordeste em fevereiro. Mas um amigo se propôs a "comprá-las". O que é mais vantajoso: vender as milhas e adquirir pacotes ou ficar com elas? Manoel Filho, Bauru, SP
Teoricamente, Manoel, vender pontos do seu cartão fidelidade é contra as regras do programa da TAM. Mas não há nada que o impeça de emitir uma passagem em nome de terceiros. Assim trabalham as agências que "compram milhas" pela internet - a 400 reais a cada 10 mil pontos. Suponhamos que você tenha 80 mil milhas (o suficiente para as quatro passagens nacionais de ida e volta). Embolsaria cerca de 3 200 reais. Se tiver habilidade para negociar com seu amigo, o "favor" pode, sim, valer a pena, desde que vocês escolham destinos de pacotes barateiros. Em Maceió ou Natal, por exemplo, a passagem de ida e volta da TAM partindo São Paulo, em fevereiro, sai desde 1 000 reais. Mas um pacote de uma semana com passagem aérea, hospedagem e traslados custa desde 1 500 reais na mesma época. Lembre-se de que você ainda pode vender as milhas e viajar barato por conta própria, sem a rigidez dos pacotes. É só trocar os hotéizões por pousadas mais baratas.
Li a reportagem sobre os navios que aportam no verão nas águas brasileiras. Por sete dias, serei uma das viajantes. O que devo levar na bagagem? Alice Regina, São Paulo, SP
Nada que você não levaria em uma viagem pelo litoral do Brasil, Alice. Acrescente uma jaqueta corta-vento para os fins de tarde. Comprimidos antienjôo. E um vestido de festa (o jantar de gala é tradição em cruzeiros no mundo todo). Tenha à mão uma mochila com biquíni, toalha e roupa extra: talvez você chegue antes de sua mala à cabine, e é provável que esteja longe dela quando esperar o desembarque. Por último, leve binóculo. Vai ser uma ótima oportunidade para brincar de "terra à vista!".
É possível visitar Seattle, Vancouver e o Alasca numa mesma viagem de duas semanas? Laércio Pavanelli, Joinville, SC
Desde que o filme Na Natureza Selvagem estreou no cinema e a governadora Sarah Palin virou candidata à Vice-Presidência americana, o Alasca não sai do nosso imaginário. Mas programe-se para o ano que vem, Laércio. De maio a setembro, o mar é mais aprazível para você embarcar nos tradicionais ferries da Alaska Marine Highway (ferrytravel.com) ou nos navios de cruzeiros. Em uma semana, desde 600 dólares, eles saem de Vancouver, no Canadá, ou Seattle, nos Estados Unidos, e chegam às principais geleiras do estado. Nos dias restantes, visite a cidade não incluída no roteiro: voar de Vancouver para Seattle custa desde 66 dólares na Air Canada (aircanada.com). De trem, a viagem de quatro horas sai desde 27 dólares na Amtrak (amtrak.com).
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