Magic, balada sem salto alto

O cara aí da foto diz muito sobre o clube onde é DJ residente. O irmão gêmeo de bigode do Serguei – lendário roqueiro brasileiro que já encarou baladas ao lado de Cazuza, Janis Joplin e Jim Morrison – é puro Rock’n Roll. Fazendo jus à sua figura, o Magic é uma balada de gente grande (se você não sabe quem é o Seguei talvez não ache muita graça) e sem frescura, chafurdada em um calabouço esfumaçado em uma rua escondidinha do Borne.

A peça principal da decoração do local, se é que se pode chamar assim, é um pôster gigante com uma foto que registra o momento em que o freak Iggy Pop leva uma chicotada no traseiro de outro integrante da banda em plena atuação. A iluminação, pra dar aquele clima anos 80, tem néon e luz negra, a inimiga número um da caspa e da loira falsa. Ao invés de modelos desempregadas, as barwomen têm pinta de muitos e muitos anos de festa sem descanso e não servem só para enfeitar: mesmo no auge do murundu, é fácil descolar uma cerveja que, aleluia, sai por somente 3 euros.

Para não pegar uma fila infernal, vale chegar antes da uma. A partir dessa hora, a balada vai ficando progressivamente mais selvagem até terminar, em um êxtase coletivo lá pelas seis da manhã. Quando você se der conta, estará em cima do palco gritando we will we will rock you e dando socos no ar.

PRA MELHORAR: A entrada custa 10 euros com DUAS cervejas incluídas. Oh, yeah!

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